terça-feira, 16 de dezembro de 2008

SAMBA, SAMBISTA

Para Lê com todo o amor da vila...


Numa tarde de sol pleno as idéias florescem e o escritor, mochila ao ombro, vai pra praia pra se alimentar, mas a folha não quer ser escrita, aproveita o vento do sul para fugir incansável da mão que com caneta pronta insiste em domá-la e fazê-la canção.

Eu vi.

Então o velho volta, resignado, para descobrir que a sua casa não é mais sua casa, é tudo shopping e ilusão, e que numa roda de samba 6 garotinhos brancos cantam a canção que ele (jamais) escreveu.

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